Virgem Morena N.S. de Guadalupe Padroeira de Estancia Bandeira de Estancia Sergipe, Banner Estancia Jardim de Sergipe del Rei - Homenagem a Pedro Advincula da Cruz - Brasao do Estado de Sergipe - Um balão e um índio Bandeira do Estado de Sergipe Bandeira Brasileira dançando no vento   
Criador e Idealizador: Francisco de Assis O. da Cruz - 1997
Estância - Sergipe - Brasil  - - Hora Local
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  PROJETO RESGATE DA HISTÓRIA DE 

ESTÂNCIA JARDIM DE SERGIPE DEL REI

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Por: Francisco de Assis O. da Cruz
Páginas  1    2   3       

ESTÂNCIA 

Nossa Terra, nossa gente, risos, lágrimas, insucessos, sucessos, trabalhando com as mãos, com  ferramentas, hora escravizados, depois livres, com ferramentas, aprendendo, fazendo, com suor, sangue, sacrifício assim foi resumindo a construção desta cidade, suas casa de Taipa, de Adobe, técnica importada pelos portugueses, diferentes dos holandeses que usavam pedras e tijolos, já  seus Casarões, de pedra e cal, de tijolos, de madeira ou concreto, carregando suas enormes peças de madeira, seus enormes blocos de Pedra. Suas ruas sendo rebaixadas a golpes de picaretas , pás enxadas, o rebaixamento da rua Capitão Salomão, da Praça da Bandeira, da Rua Pedro Homem da Costa, e muitas ruas que foram rebaixadas ora colocando enormes pedras calçando, ora tirando ou aterrando para colocação de paralelepípedos, tudo isso quem viveu os momentos que o SAEE começou a colocar a tubulação para a rede de água pode ver desnudo pequenos traços da nossa história soterrada. Talvez não haja ou houvesse interesse de preservar a história de nossa terra, mas esta despreocupação faz parte de raízes de nossa história, muito de nós brasileiros desconhecemos a nossa origem, pois oriundos de um império onde os proscritos eram enviados para cá na sua maioria sem cultura nenhuma, depois os negros que foram enganados e escravizados, os índios habituados com os costumes de suas aldeias não se acostumou com a vida que os seus colonizadores portugueses opuseram.. Algumas construções antigas foram demolidas, sem que ninguém se importasse pois o dinheiro sempre foi o idioma de maior volume em todo o mundo, e sempre desrespeitou a história. Casarões Cinemas, desapareceram aos poucos diante dos olhos daqueles que conheciam e até freqüentaram. A turma mais antiga ainda vagamente fala de que aqui ou ali era isto ou aquilo, e a nova geração o que saberá contar sobre nossa História? Somente para uma rápida prova, alguém recorda de um sobrado bem velho que tinha na Praça do Amparo, começo da Rua Pedro Homem da Costa? e que deve ter caído sim caído pois nunca foi restaurado. Um sobrado que tinha  no Bairro Botequim bem antigo também perto da capela. E por ai você vai caminhando afora e nota que aquele casarão antigo na praça do Amparo, também não existe mais, na praça 24 de Outubro visinho a casa do Senhor Domingos Silva, na Rua capitão Salomão,e muitos outros condenados na praça Barão do Rio Branco, na rua Duque de Caxias, e vários outros locais.  Alguns que dão lugar a ruas etc.  


                      DÉCADA DE 60 O SURGIMENTO DA BR 101

Mais ou menos em 1961 ou 1962, começava a construção complementar da BR 101, atravessando o Estado de Sergipe, vindo do vizinho estado da Bahia até a divisa de Sergipe e Alagoas, na cidade de Propriá, onde estava sendo construída a ponte dupla que iria ligar estes dois estados. Recordo-me de uma firma a Cunha Guedes, que fazia a terraplanagem  e asfaltamento. 
Foi verdadeiramente, uma importância econômica incrível para nossa cidade, pois iria utilizar a BR 101 para escoamento de seus produtos, como também receber novas maravilhas mecânicas, no sentido de melhorar nossas industrias, com novas tecnologias surgindo assim mais empregos técnicos e avulsos. 
Com a BR 101 pode-se então viajar para o sul do país e norte com mais facilidade pois antes tínhamos que ir até Aracaju, onde tinha linha de ônibus através o sertão de Sergipe e Bahia, com perca de mais de seis horas ou mais onde sua compensação foi superada com a ligação por Estância.    
Com a construção da Rodovia, perdemos então a Usina localizada na antiga Rua da Usina, além de vermos desnuda e ao alcance de nossos olhos a famosa lagoa existente nos fundos da casa de Dr. Jorge Leite, onde na ocasião o  povo falava que tinha peixe, patos e até cisnes, muitas propriedades daquela época foram divididas, a das terras do Malheiros, e várias outras, com este feito algumas ruas começaram a surgir em direção a BR 101, enfim era o progresso chegando. No dia 21 de setembro de 1964 a última árvore (figo) fora derrubada na Praça da Bandeira, dando início a uma aparência de favela no lugar da revitalização. Na época já existia um barraco enorme em frente a loja do meu pai onde foi  a sorveteria do filho do Sr. Constâncio  Vieira, eu quando dei conta de mim, era o Agnaldo que tomava conta, ao lado havia um boteco de madeira que era de Pedrinho de Dona Angelina, e visinho o boteco de madeira também do Sr. Aladir Costa, pai de Ari e Agnaldo (Ratinho) que vendia manteiga, Requeijão que vinha de Arauá. E os barracos de Gileno, Sr. Vavá da Sorveteria e um enorme que foi de Arivaldo Silva irmão de Nivaldo Silva, só o restante  era área aberta  onde de cá de cima se via o final da praça da loja de Ferreira, do Sr. Dominguinhos, de Antonio de Lourdes e até a primeira padaria de João Valentim. 1964.  João Manuel da Franca Fróes prefeito em exercício já que Paschoal Nabuco D´Ávila havia sido cassado acusado de idéias comunistas, o então prefeito logo iniciou a construção do seu próprio barraco do qual o povo chamava de Chapéu de couro, devido seu platibanda assemelhar-se a diversos chapéus de couro. 

DÉCADA DE 70 PARA 80

Ainda dentro do regime militar com mudanças de moedas para lá e para a industria se modernizando ameaça as antigas, além da concorrência, surgia a Fábrica de aproveitamento de tecidos  no  Bairro Bonfim  já no comercio Estância via algumas filiais de casas comerciais vindo para cá como foi o caso do G.Barbosa que se instalou na Praça da Bandeira as Lojas Diamante.  Mais um estabelecimento bancário também chegou e com isto mais esperança para os pequenos e médios executivos.  A cidade toma rumo cada vez mais crescente o Distrito industrial que parecia não crescer, pois somente existia a Amido Glucose, ganha visinhos além da Fábrica de Biscoitos Estancianos. Surgia mais uma emissora de Rádio em Estância, era o progresso vindo a passos largos.  Por outro lado as tradicionais Serrarias nas cercanias da cidade iam acabando uma a uma. 

DÉCADA DE 80 PARA 90

A economia continuava a crescer uma fábrica de postes instaladas nas dependências do mercado do Bairro Santa Cruz, começava a progredir cada vez mais, surgiam mais novos conjuntos residenciais  uma rede coletivos que circulava na década passada estava ameaçando com a não reposição de ônibus novos. Novas Fábricas estavam a se instalar no Distrito Industrial . O comercio local tem um salto mesmo com diversas crises a esperança dos estancianos retorna, pois com a produção das fábricas é lógico que os seus funcionários tendo a oportunidade de consumir o produto à sua porta, é muito melhor do que ir até a capital. O profissionalismo toma conta da cidade, fatos raros no caso da medicina onde antigamente só havia um médico ou dois,  já não é mais dor de cabeça, provido agora de um PS  anexo do Hospital de Estância onde era a Maternidade Leopoldo Souza, pai do Sr. Raimundo Silveira Souza, agora atendia a todos os habitantes, além de municípios circunvizinhos que para cá trazem seus enfermos e ou vítimas de acidentes e as famosas brigas, sem esquecer os assaltos que já nesta época está se intensificando. Os produtos agrícolas agora estavam crescendo cada vez mais o loteamento de diversas antigas propriedades como sítios que ficavam no perímetro urbano estavam se formando, dando a oportunidade daqueles que podiam comprar um terreno a se aventurar a ser proprietário de uma casa.  Mais emissoras de Rádio surgia agora com a nova lei de Rádios Comunitárias

E AGORA?  O QUE É QUE ACONTECEU ? 

Sanitário Público situado na Praça Barão do Rio Branco jardim de Sergipe Mudanças ocorreram na prefeitura, principalmente com o falecimento do Sr. Nivaldo Silva, os antigos jovens agora estavam chegando para administrar nossa cidade, foi a vez do meu ex colega de escola José Nelson a tomar conta de nossa cidade. Diversas industrias se instalaram durante sua gestão conturbada pelos inimigos políticos que o acusavam de falcatruas e sucateamento por falta de manutenção nos veículos. Pavimentação da cidade ficou muito melhor, com a cobertura asfáltica e a colocação de alguns sinais, quebras molas e sinalização.  Chegou a Rádio Abaís emissora que veio sem nenhum comprometimento programático somente voltado para o povo de Estância.  Uma cervejaria é instalada no finalzinho fronteiriço de nosso Município, como se ninguém soubesse, onde atualmente a atual industria, requer mão de obra especializada, e escassa para o manuseio das novas tecnologias, para isto seria necessário, entretanto efetuar uma triagem com os futuros habilitados a empreender-se em um curso preparatório com estágio para este fim, que creio que muitos não tiveram esta chance.  

 

 COMO SERÁ ESTÂNCIA DAQUI A MAIS MIL ANOS ? 

Verba volant, scripta manent.

As palavras voam as escritas ficam  

Nossa memória se foi. Resta-nos confiança para aqueles que continuarão a escreve-la para que não perca um só episódio para que em uma época futura talvez no fim deste milênio no ano 3000 seja resgatada e comentada, como estávamos atrasados para nossa época. E estamos aqui hoje escrevendo uma página no final do Século XX, ano 2000 . Ano que vem 2001 começa uma nova era o Terceiro Milênio, seu primeiro século . "Século XXI" uma nova era. 

                      ANO 2001 SÉCULO XXI INÍCIO DO III MILÊNIO 

Começamos bem Estância amanhece nesta segunda feira dia 02 de Janeiro de 2001 com um novo Prefeito Gevani Bento e tendo como vice, o nosso antigo conhecido Filadelfo Luiz Costa, filho do saudoso Costinha.  E mais dezessete vereadores. 
E para começar toda infra estrutura econômica da Prefeitura foi trocada, em suas costas um volume de despesas a serem pagas, principalmente o salário atrasado de seus funcionários.  Uma grande tarefa começa agora na nova administração, esperamos que não seja como as anteriores. Foi realizada uma exposição do que restou da máquina municipal isto é a deterioração dos equipamentos que servem somente de sucata, mostrando a real face da administração passada, o Prefeito Gevani Bento protestou com esta exibição, e sentiu-se falido, onde a maioria dos funcionários com salários atrasados cobra na atual administração e agora Senhor Prefeito?

ANO 2002

 O tempo passa a vida passa e o povo começa a se queixar com a Administração da cidade, onde todos esperavam um progresso, maior carinho pela cidade, começou a desmoronar. Queixam-se que a maioria dos funcionários da prefeitura não são Estancianos, as promessa feitas pelo candidato não está cumprindo, os problemas estão aumentando que nem uma bola de neve e ninguém sabe onde irá parar. Por outro lado as Industrias sofrem oscilações no mercado referenciando a política por ser um ano eleitoreiro, onde a indecisão dos grandes empresários  põe em risco a economia do estado e do País. E com isso logicamente o povo é que sofre. Este ano porém o Engenheiro Ivan Santos Leite se candidata a Senador da República, buscando então continuidade ao falecido Senador Dr. Júlio César Leite, que foi senador nos anos 40 para 50. 

                                     Estamos agora no ano 2003

 Os problemas continuam, um conjunto habitacional na Cidade Nova, continua ainda sem solução suas pequenas casas abandonadas, aliás parecem mais caixa de Fósforos, mas estão lá.

Prova do descaso e de uma administração não muito boa

 

                                    ESTÂNCIA CIDADE DO FUTURO

Não é fácil também não é difícil. Se o Prefeito da cidade contar com o apoio da câmara de vereadores, que queiram realmente trabalhar em prol da cidade sem auferir lucro próprio e etc e tal...  há progresso e beneficiamento da população que hora um tanto sofrida, se sente amordaçada ou falando ao vento e se dissipando pelo éter.  Revitalizar nossa cidade, arborizar nossas praças voltando as belas praças como eram. Rever os nomes de Ruas que foram trocadas, não tirando a dignidade de alguns nomes que foram escolhidos e colocados em logradouros onde pelo nome antigo, lembrava um fato histórico tanto para o Brasil, como para Estância e Sergipe,  mas honrando com a memória de verdadeiros estancianos aqueles que amavam nossa terra e que lutou toda a sua vida pelo bem do povo de Estância dando dignidade, cidadania, saúde, e preservando o meio ambiente.  Valorizar um bom trabalho deixado,  e dando continuidade, não significa incompetência de criar coisas novas, e sim de permanecer mostrando a todos ser consciente em respeitar as boas idéias  preservar o que já foi construído, e se quiser ampliar que construa novos em outros locais mostra a continuação de ideais progressistas visando o bem estar do povo de Estância.

Planejamento 

SAÚDE - Postos de Saúde com funcionamento 24 horas. Nos Principais Bairros com serviço de locomoção também 24 horas. 

   

EDUCAÇÃO- Mais Escolas e Professores para as crianças e Adultos em programas noturnos, no combate intensivo ao analfabetismo e na criação ainda mais de cursos profissionalizantes de forma gratuita, não somente só os que existem mas criando cada vez mais e com convênios com as industrias existente.

 

SANEAMENTO BÁSICO - Estação de Tratamento de esgoto para a cidade com elevatórias em locais estratégicos. Fiscalização dos dejetos orgânicos e químicos despejados das industrias em nossos mananciais, incentivando e orientando as industrias que não tem tanques de decantação e descartes com anulação de produtos químicos que venham agredir nosso meio ambiente,  para despoluição do Rio Piauitinga, Qui, Piauí  e tantos outros mananciais. Tratamento do esgoto hospitalar  e vazadouro especial  com forno crematório para produtos químicos das fábricas e hospitalar que possam vir no futuro agredir o meio ambiente e por conseqüência a população. 

SEGURANÇA - Problema que aflige grandes centros urbanos, e é normal, a medida em que a cidade começa a crescer demograficamente e urbanamente,   a ascendência  de pessoas oriunda  de outras localidade que aqui vem em busca de uma vida melhor,   uma oportunidade de  emprego ou mesmo estabelecer comercialmente é grande. O famoso mercado persa ou ambulante

te aumenta assustadoramente o risco, de se estabelecer honestamente, enquanto que outros aproveitam a oportunidade , onde com isto proporciona a contravenção em diversos vértices, tanto fiscal, contrabando, roubos etc. O retorno do êxodo das grandes cidades para a cidade natal ou mesmo onde residiu os pais aumenta, onde esta população experimentada de grandes centros para aqui chegam e com elas trazem os vícios das grandes cidades, diferente da antiga Estância pacata e ordeira que era.  Com a retirada da constituição da crítica a censura  a apologia a violência, ao crime grandes roubos, são veiculados pela mídia a vontade e isto sem querer querendo, não é mesmo?  chega a estimular aqueles que andam de mentes vazias.  Um outro fator é o fator social, o famoso morar mal a inveja de ver o amigo passar de carro e ele  a pé, a vontade de apossar-se daquilo que não é seu, o pegar fácil e por fim as famirejadas  que dizima populações a fome e a doença. Resta um planejamento  conjunto com a Assistência Social do Município e ou Estado, com ajuda de Ongs, trabalhando em conjunto com a Polícia que deve ser preventiva e não somente entrar para reprimir. 

URBANIZAÇÃO- Tratamento paisagístico nas principais Praças da cidade e com a construção de novos  logradouros, inclusive com parque infantil.  Calçamento ou asfaltamento de ruas seguidas de arborização, fontes etc. Construção de Conjuntos residenciais populares etc. 

                 MEIO AMBIENTE, ESTÂNCIA ESTÁ PREPARADA ?

CONTROLE ECOLÓGICO - Das águas dos Rios Piauitinga e Piauí. Principalmente do Rio Piauitinga, onde  fica localizado o Distrito Industrial de Estância. Muito bem planejados pelos  antigos políticos, que de certo somente visava o progresso da cidade, no que  toque arrecadação de impostos, e empregos, talvez não tenha considerado que já existia a Barragem de captação de água potável pelo SAAE, que é responsável pela distribuição do precioso líquido para Estância. 
Detritos despejados pelas mesmas, podem acarretar sérios prejuízos a nossa fauna marinha. Queremos crer que as mesmas, de acordo com a nova   Constituição esteja cumprindo com as normas de controle ecológico. Deverá existir tanque de decantação e tratamento dos dejetos químicos, filtragem e a devolução da água pura ao leito do Rio.  Outro Fator é o desmatamento sofrido com o avanço da população as margens  do Rio Piauitinga sem controle da própria prefeitura que não olhou ou não determinou espaço de segurança para a própria população, pois em épocas de cheias e tromba dágua etc. 
É UM ASSUNTO SÉRIO  A ÁGUA NO GLOBO TERRESTRE IRÁ VALER SUA GOTA IGUAL A OURO.  NOSSOS MANANCIAIS ESTÃO CONDENADOS, SE NINGUÉM FIZER NADA AGORA, NO FUTURO SERÁ MUITO PIOR E A ÁGUA VALERÁ SEU PREÇO EM OURO. 

PROGRESSO, CONFIANÇA, PERSEVERANÇA, CONQUISTA  ESPERAMOS VER DENTRO EM BREVE UMA NOVA ESTÂNCIA MUITA  MAIS SOCIAL E HUMANA. 

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