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PROJETO RESGATE DA HISTÓRIA DE
ESTÂNCIA
JARDIM DE SERGIPE DEL REI
Procure a côr que deseja para visualizar melhor
Por: Francisco de Assis O.
da Cruz
IV
Anos 30
Revolução de 30 Estância também teve simpatizantes do movimento
integralista houve registro também de prisões no sul do país de
estancianos. Presidente Washington Luis fora deposto e no seu lugar toma
conta do Brasil , Getúlio Dornelas Vargas até 1945 a famosa ditadura.
Mercado Municipal muda de endereço indo para a Praça da Bandeira.
Anos
40
ESTÂNCIA DURANTE A II GUERRA MUNDIAL
(este relato quem me contou foi minha "Tia Dé"
-
e agradecemos às pessoas que colocaram no livro sobre
Municípios de Sergipe, CINFORM)

1942 -
Rádio Piloto ligado a uma bateria de carro, a
sintonia, Rádio Nacional Rio de Janeiro, locutor, "Talvez o Heron Domingues
no antigo noticiário Repórter Esso" anunciava, Mais
um Vapor torpedeado por submarino alemão, nas Costas Brasileiras,
entre Sergipe e Bahia, fazem centenas de mortos e náufragos.
Segundo notícias chegadas a nossa redação, e da U.P.I. não
temos com exatidão o números de vítimas. Era madrugada quando tropel de cavalos indo de um lado para outro, batida
nas portas de algumas casas, vozes, sussurros lamentações
diziam que era lua cheia e dava para divisar a forma furtiva do cavalheiro
nervoso em avisar a algumas pessoas o ocorrido, teria vindo da Praia do
Crasto que ficava a (três léguas) dezoito quilômetros de Estância, pela
Vila de
Santa Luzia do Itanhy. Amanhece a cidade já se encontra em polvorosa,
alarmados e com medo do que podia acontecer, alguns rumavam Jeep, caminhão a
cavalo, e mesmo de canoas, para
as praias do Saco, Crasto, Mato Queimado em busca de notícias ou
sobreviventes. Sábe-se que antigamente na foz do Rio Real, era comum cardumes
de cação e as esperanças de muitos tornava duvidosa um grande número de
sobreviventes. Um acampamento fora montado para abrigar os náufragos,
nas enseadas do Rio Real entre Sergipe e Bahia, perto de Estância
e do Rio Vasa Barris em São Cristóvão no Mosqueiro,
milhares de pessoas já estavam à postos para tentar resgatar sobreviventes
agarrados aos destroços, pedaços de pau, e caixas, enfim
uma cena incomum para aquelas pessoas. Um dos vapores era o Baependi. Mesmo
depois do naufrágio familiares vindo de toda a parte do Brasil, em busca de
alguma esperança de encontrar perdido em alguma praia algum parente
sobrevivente. Porém a vingança desta matança viria logo depois.Recordo-me que
até 1962 a 1966 na foz do Rio Real do lado da Bahia isto é o Mangue Seco,
os moradores locais falavam ainda sobre a tragédia já que alguns sobreviventes
foram dar na praia levados pela correnteza que puxa tudo para as costas daquele paraíso.
Sr. João filho de D. Guilhermina, contava que era rapaz e lembra muito
bem e disse ainda que o cação comeu muita gente além de encontrarem alguns
corpos. Bem perto da barra do lado da Bahia em dias de maré baixa, dava para
ver restos da carcaça do navio fundeado e levado pela correnteza ficou
encalhado, moradores afirmam que é o navio torpedeado que não foi ao fundo de
vez, ficou a deriva e foi levado pela correnteza até assentar em um banco de
areia a uns quinze metros de profundidade. Leiturga também contava que ouvira
dos pais.
O Brasil fora injustiçado, nada tinha a ver com o que estava
ocorrendo na Europa, nossa Pátria havia sido ultrajada e nos seus
filhos famintos e valentes jamais negou que um filho teu meu Brasil, foges
da Luta, nem tememos e adoramos a própria morte quando se trata
de lhe defender. A sorte estava lançada. Alguns teimavam em afirmar
que foram os Americanos baseados em Natal (desde 1941) e que muitas vezes
foram vistos em seus aviões de reconhecimento em nossas praias,
inclusive em seus submarinos cruzando os nossos mares. Os americanos entretanto
afirmavam que foram os submarinos Nazistas, porém até datas hodiernas não se tem
registro de que a marinha nazista havia afundado navios de bandeira Brasileira.
 General Eurico Gaspar Dutra inicia então a organização
e o Brasil entre no conflito, que mesmo sem preparo para solo estrangeiro,
jamais sonhara que iria encontrar a neve, que foi a responsável
por vidas ceifadas dos nossos pracinhas. Então ai surgia a Força
expedicionária Brasileira, o Regimento Sampaio, o Senta Pua, e outros
e o nosso povo mostrou seu valor. Segundo informações colhidas
da minha Tia Delfina, (Tia Dé) a Praça da Igreja do Amparo,
que era um local amplo, serviu como acantonamento das tropas que por aqui
pararam para descanso rumo a cidade do Salvador na Bahia, onde provavelmente
iriam tomar um Vapor rumo a Europa, local do conflito Mundial. As tropas
eram comandadas pelo então General Maynard que alem de comandante
da tropa, ia recrutando os homens disponíveis por onde passava,
para seguir viagem. para Itália. Tio Milton que já servia o Exército
não chegou a embarcar pois ficou montando guarda em Aracaju como apoio, mas tem
um relato que ele contou que dá para acrescentar as desconfianças havia um
trato a ser cumprido pelo Brasil estava dando apoio aos EEUU mas não entraria
na guerra, segundo tio Milton, certo dia em Aracaju um facho de luz de um
holofote iluminou parte de Aracaju e o Quartel foi um alvoroço o medo tomou
conta, há quem diga que veio do lado da praia onde hoje é Atalaia, Aracaju na
época tinha somente sobrados e nenhuma construção de arquitetura alta,
somente nos morros onde haviam alguns moradores e no caso a nova sede do quartel
do Exercito. O fato em que afirmem que não foram os nazistas que fundearam
nossos navios vem do conto do povo praiano que vivia naquela época, pois entre
o Crasto e Mato Queimado, viram uma furtiva sombra enorme no meio e depois
alguns marinheiros em um bote de borracha que vieram comprar comida,
principalmente galinha e pagavam em cruzeiro moeda circulante na época. Não
há confirmação de alguém ter tomado nota da letra e número que todo
submarino "U" tem gravado ou mesmo descrição de algum tipo de bandeira, só
disseram que tinha um canhãosinho, que hoje vendo fotos dos submarinos, tratáva-se
de uma metralhadora anti aérea. Se eram nazistas ou americanos que estavam em
Natal isto não se tem registro. Por outro lado se eram nazistas porque não
acabaram com alguns povoados às margens dos rios e litoral? ou mesmo com
Aracaju?. Aí a Cobra Fumou e os chucrutes nos julgaram por sermos
bons soldados ou loucos, tomamos Porrêta, Monteses e Monte Castelo este último
em uma batalha que nos orgulhamos muito, mais de seis metros de terra retiradas através
de bombas lançados pelos caça bombardeios Thunderboats e de nossos
T6 Sentamos a Pua neles direitinho como manda o figurino. Bom não vou prolongar
nossos feitos heróicos se não alguns irão rir, outros chorar. Acantonar:
O mesmo que acampar o que muda é a localidade e neste caso significa em
povoações, vilas e cidades. O diferente de acampar que é em locais
desabitados, florestas, praias, desertos e montanhas.
Estancianos também tomaram parte da
guerra alguns foram combatentes, outros porém ficaram no apoio vigilante em
nossas costas e ares. Durante a guerra, em terras brasileiras, ficaram Ten
Antonio Aphonso de Oliveira, pelo Exército, na Marinha meu tio Ten.
Euclydes Antonio de Oliveira. Combatentes na Italia, o Expedicionário
Augusto Freire que teve suas pernas amputadas devido ao congelamento no
Monte Castelo resistindo bravamente contra a ocupação nazista. Nosso Heroi.
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