Virgem Morena N.S. de Guadalupe Padroeira de EstanciaBandeira de Estancia Sergipe,Banner Estancia Jardim de Sergipe del Rei - Homenagem a Pedro Advincula da Cruz -Brasao do Estado de Sergipe - Um balão e um índioBandeira do Estado de SergipeBandeira Brasileira dançando no vento
Criador e Idealizador: Francisco de Assis O. da Cruz - 1997
Estância - Sergipe - Brasil  - - Hora Local
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PROJETO RESGATE DA HISTÓRIA DE 

ESTÂNCIA JARDIM DE SERGIPE DEL REI

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Por: Francisco de Assis O. da Cruz

IV

Anos 30 

 

Revolução de 30 Estância também teve simpatizantes do movimento integralista  houve registro também de prisões no sul do país de estancianos. Presidente  Washington Luis fora deposto e no seu lugar toma conta do Brasil , Getúlio Dornelas Vargas até 1945 a famosa ditadura. 

Mercado Municipal muda de endereço indo para a Praça da Bandeira. 

Anos 40 

ESTÂNCIA DURANTE A II GUERRA MUNDIAL

(este relato  quem me  contou  foi minha "Tia Dé"   -  e agradecemos  às pessoas  que colocaram no  livro sobre Municípios de  Sergipe, CINFORM) 

   


      1942 - Rádio Piloto ligado a uma bateria de carro, a sintonia, Rádio Nacional Rio de Janeiro, locutor, "Talvez o Heron Domingues no antigo noticiário Repórter Esso" anunciava, Mais um Vapor torpedeado por submarino alemão, nas Costas Brasileiras, entre Sergipe e Bahia, fazem centenas de mortos e náufragos.    Segundo   notícias  chegadas   a   nossa redação, e da U.P.I. não temos com exatidão o números de vítimas. 

Torpedeado o Baependi vai a pique entre Sergipe e BahiaEra madrugada quando tropel de cavalos indo de um lado para outro, batida nas portas de algumas casas, vozes, sussurros lamentações diziam que era lua cheia e dava para divisar a forma furtiva do   cavalheiro nervoso em avisar a algumas pessoas o ocorrido, teria vindo da Praia do Crasto que ficava a   (três léguas)  dezoito quilômetros de Estância, pela Vila de Santa Luzia do Itanhy.   Amanhece a cidade já se encontra em polvorosa, alarmados e com medo do que podia acontecer, alguns rumavam Jeep, caminhão a cavalo, e mesmo de canoas,   para as praias do Saco, Crasto,   Mato Queimado em busca de notícias ou sobreviventes. Sábe-se que antigamente na foz do Rio Real, era comum cardumes de cação e as esperanças de muitos tornava duvidosa um grande número de sobreviventes.  Um   acampamento  fora montado para abrigar os náufragos, nas enseadas do Rio Real entre Sergipe e Bahia, perto de Estância e do Rio Vasa Barris em São Cristóvão no Mosqueiro, milhares de pessoas já estavam à postos para tentar resgatar sobreviventes agarrados aos destroços, pedaços de pau, e caixas, enfim uma cena incomum para aquelas pessoas. Um dos vapores era o Baependi. Mesmo depois do naufrágio familiares vindo de toda a parte do Brasil, em busca de alguma esperança de encontrar perdido em alguma praia algum parente sobrevivente. Porém a vingança desta matança viria logo depois.Recordo-me que até 1962 a 1966 na foz do Rio Real do lado da Bahia isto é o Mangue Seco,  os moradores locais falavam ainda sobre a tragédia já que alguns sobreviventes foram dar na praia levados pela correnteza que puxa tudo para as costas daquele paraíso. Sr. João filho de D. Guilhermina, contava que era rapaz e lembra  muito bem e disse ainda que o cação comeu muita gente além de encontrarem alguns corpos. Bem perto da barra do lado da Bahia em dias de maré baixa, dava para ver restos da carcaça do navio fundeado e levado pela correnteza ficou encalhado, moradores afirmam que é o navio torpedeado que não foi ao fundo de vez, ficou a deriva e foi levado pela correnteza até assentar em um banco de areia a uns quinze metros de profundidade. Leiturga também contava que ouvira dos pais. 

                                                           Bandeira Brasileira dançando no vento

O Brasil fora injustiçado, nada tinha a ver com o que estava ocorrendo na Europa, nossa Pátria havia sido ultrajada e nos seus filhos famintos e valentes jamais negou que um filho teu meu Brasil, foges da Luta, nem tememos e adoramos a própria morte quando se trata de lhe defender. A sorte estava lançada. Alguns teimavam em afirmar que foram os Americanos baseados em Natal (desde 1941) e que muitas vezes foram vistos em seus aviões de reconhecimento em nossas praias, inclusive em seus submarinos cruzando os nossos mares. Os americanos entretanto afirmavam que foram os submarinos Nazistas, porém até datas hodiernas não se tem registro de que a marinha nazista havia afundado navios de bandeira Brasileira. 

Emblema da Força Expedicionária Brasileira    T6

General Eurico Gaspar Dutra inicia então a organização e o Brasil entre no conflito, que mesmo sem preparo para solo estrangeiro, jamais sonhara que iria encontrar a neve, que foi a responsável por vidas ceifadas dos nossos pracinhas. Então ai surgia a Força expedicionária Brasileira, o Regimento Sampaio, o Senta Pua, e outros e o nosso povo mostrou seu valor. Segundo informações colhidas da minha Tia Delfina, (Tia Dé) a Praça da Igreja do Amparo, que era um local amplo, serviu como acantonamento das tropas que por aqui pararam para descanso rumo a cidade do Salvador na Bahia, onde provavelmente iriam tomar um Vapor rumo a Europa, local do conflito Mundial. As tropas eram comandadas pelo então General Maynard que alem de comandante da tropa, ia recrutando os homens disponíveis por onde passava, para seguir viagem. para Itália. Tio Milton que já servia o Exército não chegou a embarcar pois ficou montando guarda em Aracaju como apoio, mas tem um relato que ele contou que dá para acrescentar as desconfianças havia um trato a ser cumprido pelo Brasil estava dando apoio aos EEUU mas não entraria na guerra, segundo tio Milton, certo dia em Aracaju um facho de luz de um holofote iluminou parte de Aracaju e o Quartel foi um alvoroço o medo tomou conta, há quem diga que veio do lado da praia onde hoje é Atalaia, Aracaju na época tinha somente sobrados e nenhuma construção de arquitetura alta, somente nos morros onde haviam alguns moradores e no caso a nova sede do quartel do Exercito. O fato em que afirmem que não foram os nazistas que fundearam nossos navios vem do conto do povo praiano que vivia naquela época, pois entre o Crasto e Mato Queimado, viram uma furtiva sombra enorme no meio e depois alguns marinheiros em um bote de borracha que vieram comprar comida, principalmente galinha e pagavam em cruzeiro moeda circulante na época. Não há confirmação de alguém ter tomado nota da letra e número que todo submarino "U"  tem gravado ou mesmo descrição de algum tipo de bandeira, só disseram que tinha um canhãosinho, que hoje vendo fotos dos submarinos, tratáva-se de uma metralhadora anti aérea. Se eram nazistas ou americanos que estavam em Natal isto não se tem registro. Por outro lado se eram nazistas porque não acabaram com alguns povoados às margens dos rios e litoral? ou mesmo com Aracaju?.  

Aí a Cobra Fumou e os chucrutes nos julgaram por sermos bons soldados ou loucos, tomamos Porrêta, Monteses e Monte Castelo este último em uma batalha que nos orgulhamos muito, mais de seis metros de terra retiradas através de bombas lançados pelos caça bombardeios Thunderboats  e de nossos  T6 Sentamos a Pua neles direitinho como manda o figurino. Bom não vou prolongar nossos feitos heróicos se não alguns irão rir, outros chorar.

Acantonar: O mesmo que acampar o que muda é a localidade e neste caso significa em povoações, vilas e cidades. O diferente de acampar que é em locais desabitados, florestas, praias, desertos e montanhas. 

Estancianos também tomaram parte da guerra alguns foram combatentes, outros porém ficaram no apoio vigilante em nossas costas e ares. Durante a guerra, em terras brasileiras, ficaram Ten Antonio Aphonso de Oliveira, pelo Exército, na Marinha meu tio Ten.  Euclydes Antonio de Oliveira. Combatentes na Italia, o  Expedicionário Augusto Freire que teve suas pernas amputadas devido ao congelamento no Monte Castelo resistindo bravamente contra a ocupação nazista. Nosso Heroi.

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