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PROJETO RESGATE DA HISTÓRIA DE
ESTÂNCIA
JARDIM DE SERGIPE DEL REI
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FRAGMENTOS RESGATE
DA HISTÓRIA DA FUNDAÇÃO DE
ESTÂNCIA JARDIM DE SERGIPE
DEL REI
Por: Francisco de Assis O. da Cruz
Bem vindos ao
nosso humilde portal. Tentamos criar um portal simples por isto pedimos
desculpas, por não usarmos softwares de recursos gráficos,
no sentido de ser de total Acessibilidade visuais, e motoras, e também
àqueles que não tem máquinas sofisticados.
Olá amigos estancianos, muitos perguntam o motivo
de editar um Portal de Estância - Sergipe. Bom farei uma sinopse.
Por ter tido a sorte de aprender a ler com tenra idade, meu interesse a ler
artigos da revista O Cruzeiro, as revistas da época Cavaleiro
Negro, e livrinhos que ganhava em meus aniversários,
começou a crescer a medida que
meu pai ia comprando livros e mais livros, inclusive gostava
de pesquisar sobre Histórias antigas.
Meus amigos de infância e juventude conhecem esta parte, pois tinha
e tenho um pequeno acervo de mais ou menos, 600 livros, (detalhes todos lidos,
não é para enfeite). Como não tive a oportunidade
de ler sobre nossa cidade, comecei então a fazer minha garimpagem,
mas sem interesse em publicar, o que ouvia escrevia ao chegar em casa nos
meus cadernos.
Quando saia com o
meu pai Pedro Advíncula ou minha mãe
D.Nita, costumava a fazer perguntas sobre nossa terra e sempre ouvia
"Há! na minha época..." e assim fui coletando
o que pude deste quebra cabeça minha tia Dezinha também colaborou
muitíssimo, contando vários episódios de quando
ela era menina e depois já moça, um dos relatos mais importante
que Tia Dé me contou, foi da II Guerra Mundial, que hoje
vejo nosso Portal servindo de Fonte de Pesquisa e ampliado em livros, do
qual muito me orgulha, pois vejo que estão nos visitando, e divulgando
o nome de Estância e Sergipe para todos. E aqui está o
meu trabalho onde eu mesmo tive dificuldade de traduzir a evolução
de minha letra e decadência da mesma quando surgiu o teclado, e o que
aqui relato é o fruto de trilhões de perguntas que fazia a um
e a outro, por isto o assunto muitas das vezes se repete, não sei hoje
informar quem me repassou tais informações já que
me colocava a anotar os assuntos quando chegava em casa, os coloco porque
quando alguém faz uma pergunta que foi Voltaire, Sócrates, Maurice
Chevalier, Newton, Pitágoras, Churchil, Moisés, Davi,
Abraão, Jesus, Mohamed Maomé, Sidarta Buda, a resposta para
cada um é uma só. Isto me motivou mais a ir em busca de uma
só resposta. Embora que algumas informações eram
fantasias, coisas inventadas. Um exemplo disto foi a primeira informação
que colhi do porque do nome Sergipe, onde na época foi dita para mim
que seria a mistura da tribo Serigy e Araripe, podem rir estava crente que
era até folhear um livro na Biblioteca Nacional onde relata que Serigy
e Araripe eram caciques. Um dos primeiros Governadores de Sergipe Felisbelo
Freire que fora nomeado na época pelo Marechal Floriano.
Continua...
Vindo ao Rio de Janeiro, tive a oportunidade de ser freqüentador
de um dos maiores centros de pesquisa do nosso país. A Biblioteca
Nacional, Arquivo Nacional, Gabinete Português de Leitura, onde neste
vai e vem fiz amizade com pesquisadores que acharam interessante meu
interesse diferente da minha formação acadêmica, da qual
só me formei mas nunca exerci a profissão. A descoberta
foi maravilhosa, ler, escrever e requisitar cópias de jornais, documentos,
mapas, onde sempre via o nome de Estância em diversos textos. Copias
das cartas de D.Quirino, descrições de Felisbelo Freire no
seu livro História de Sergipe, me obrigou a pesquisar também
em dicionários de Latim, costumes de épocas, história
de termos navais da época, mapas antigos política, antropologia,
geografia, economia, o que se passava na Europa, comparações
com datas, enfim toda esta gama e muito mais em uma pesquisa que nunca
havia experimentado antes. É fascinante. Ainda ganhei uma tremenda
alergia do mofo Arfff. Mas que valeu valeu.
Estância - Fazenda
em espanhol local de criação de rebanhos bovinos, eqüinos,
suínos, caprinos e outros.
Currais desde a localidade de "Cachoeira
de São Felix" o recôncavo baiano era um local excelente
para criação de gado, plantio de algodão e cana
de açúcar . Esta afirmativa deve-se ao local onde Estância
está localizada, pois era considerado antigamente quando ainda
pertencia a Capitania da Bahia, como recôncavo baiano. Convém
frisar que desde o Rio Real até a atual Estância haviam diversos
Engenhos de Cana de Açúcar. E esta produção açucareira
durante a colonização era de suma importância tanto
para a economia local como serviu também como lastro para pagar os
baianos que intermediaram com os espanhóis que nos dominou por cerca
de sessenta anos, onde a armada espanhola, contratava piratas espanhóis
para auxiliar a expulsão dos holandeses das costas de Sergipe e
Bahia.
Provável fundador
- Pedro Homem
da Costa (Quer conhecer e tirar suas
dúvidas?
Clique AQUI) - ou
(Pedro Hombre de la Costa). de nacionalidade Mexicana, como falam?
seria? é mesmo ?
ou então porque seu nome é totalmente
em português? Poderia ser filho de um mexicano ou mesmo
de um Espanhol, pois seria o mais viável para a época.
Mas porém todavia contudo, e Vírgula.... é bom lembrar
que a colônia estava sob o poder da Espanha, Portugal apitava muito
pouco por aqui, e o famoso Tratado das Tordesilhas, já tinha ido para
o espaço, com esta dita "união". Outros estancianos porem tem
a certeza que tanto Pedro e o irmão faziam parte da expedição
de Cristóvão de Barros 1590, quando aqui chegaram. O Cristóvão
que estava no Rio de Janeiro, tomando conta de sua primeira sesmaria em Guapimirim,
também ganhou uma outra no norte da colônia, ou seja Sergipe,
já que os outros mandatários que Sergipe teve não teve
pulso para conter as diversas contendas com os Tupinambás e kariris,
e os Jesuítas já não continha a fúria dos posseiros
e principalmente o Garcia D`Ávila que tinha
estado na Vila de Santa Luzia do Rio Real do Itanhy e abandonara o local.
Em 1590, Cristóvão de Barros que como gratificação
da ajuda pela expulsão dos franceses no Rio de janeiro, além
da sesmaria de Guapimirin, ainda ganhou mais uma nova, tornando-se novo
mandatário da Capitania de Sergipe d`El Rei. Aqui chegando lutou
bastante para apaziguar os ânimos dos índios, Pedro Homem da
Costa e irmão fazia parte desta expedição "coluna do
exército" e aqui se estabeleceu,"só que aqui na localidade chamada
Estância, já residia um certo número de posseiros em
terras que outrora pertenciam a Diogo de Quadros e Antonio
Guedes; (outra suposição seria a a vinda de diversos
espanhóis que estavam migrando para o território baiano,
onde já haviam franceses muito antes do descobrimento do nosso país,
além de mamelucos). Poderia ser um aventureiro, um navegador
sem fama, a verdade que boatos foram passados de boca em boca, igual a história
dos hebreus (habirus, hebirús povo nômade errantes, viventes
e tendas separadas por tribos , famílias hebreus) este povo passava
a informação de um para outra geração que o sucedia
igual a história de Estância. O fato é quem registrou
levou o nome e fama. Até a presente data não descobri
nenhum documento nada escrito para bater o martelo da verdade, pesquisei
sobre o assunto com amigos da Torre do Tombos e Arquivo Nacional em Portugal,
Biblioteca Nacional - Rio de Janeiro, Listas de Portugueses que vieram para
o Brasil, contatei com o Jorge Morgado da RTP i estação
de TV Portuguesa que fez a série "Uma Avenida Chamada Brasil" quando
homenagearam os 500 anos de Descobrimentos realizada em 2000. Há uma
suspeita nos Açores, onde há um forte e localidade chamada
Guadalupe e lá existiu um Pedro Homem da Costa, que aliás diversos
homônimos encontrei na história de Portugal e aqui no Brasil.
Uma coisa é certa a catequização por Jesuítas,
a guerra com os Tupinambás, aqui onde era chamada de Os Currais,
e Recôncavo Baiano, pois na ocasião a capitania da Bahia era
bem pequena, existia a Capitania de Ilhéus, Porto Seguro, Pernambuco
e a capitania da Bahia era explorada pelo espertalhão Caramuru,
o Diogo Álvares Correia, que já estava aqui vítima do
destino e laureado pela sorte do incidente que salvou sua vida. O interessante
que na Escola de D. Joaquina de Souza, nos livros de Victor Mussumeci,
Borges Hermida, e outros historiadores, não trazia a versão
que hoje sabemos, inclusive como D.João III enganou Don Henrique
da Espanha, bom mas voltando ao assunto de Estância, descobrimos
famílias portuguesas com os sobrenomes de Homem e de Costa,
aí vem a polemica, será que Pedro Homem da Costa veio realmente
do México?. O que temos registro é o cartório
na localidade de Santa Luzia do Itanhy que ficava depois da povoação
conhecida hoje como Cachoeira de São Felix na Bahia, pois era uma
capitania só e os Currais, que além da criação
de Gado, tinha plantação de cana de açúcar e
algodão.
Naquela época (Sergipe)
pertencia a Capitania da Bahia, que começava ao sul da
capitania de Pernambuco, na foz do Rio São Francisco, (Ilha das Flores)
até o Rio Jaguaribe perto da ilha de Itaparica próximo
(a cidade do Salvador) cujo mandatário era Francisco Pereira
Coutinho que fora nomeado pelo Rei D.João III. Depois seu filho
Manoel Pereira Coutinho.
Outra versão é
que Pedro Homem da Costa, era um fazendeiro rico e provável
fundador de Estância. Outros falavam que era náufrago,
o certo mesmo não se tem gravado na história, existe controvérsias,
o Pedro, trouxe consigo uma pequena imagem que afirma ser de Nossa Senhora
de Guadalupe? que é a Padroeira do México, daí
a probabilidade de que o mesmo seria mexicano. Com esta pequena imagem
onde não sabemos do seu paradeiro, foi erguido uma pequena capela
no mesmo local onde atualmente está situado a Catedral de Estância.
A sua procedência e, a respeito da imagem de N. Sa. de
Guadalupe é uma Big Incógnita . É bom frisar que
a localidade ou seja a povoação Estância já existia
com alguns moradores. O fato é se o Senhor Pedro Homem
da Costa e irmão ganhou isto aqui de mão beijada, com
uma sesmaria, logicamente a história o consagrou como Fundador.
E quem realmente chegou aqui primeiro ? Foi o ovo ou a Galinha? O que
se tem registro somente é a posse das terras através
uma sesmaria.
O interessante para os futuros
historiadores e prováveis arqueólogos, bem ao lado (Esquerdo,
onde encontrava-se o marco do centro da
cidade, alguma autoridade com imensa capacidade cultural de nossa cidade fez
a bondade de mandar tirar do local). Nesta parte hoje denominada como Praça
Brício Cardoso, seria provável local onde era um
cemitério de Escravos. Na primeira escavação foram
encontrado diversas ossadas, na segunda escavação para a reforma
e recuo do Jardim, quando ainda existia o antigo Bar do Sr.Geraldo Gomes,
o antigo Flecha de Ouro, foram encontrados fragmentos ósseos que
segundo os mais antigos, seriam ossos dos escravos enterrados ao lado da
capela. (Resta-nos a confirmação dos dados). Não
conhecemos a data exata do assentamento da Fazenda ou povoação
Estância (Vila Constitucional de Estância do Rio Real)
que mais tarde fora identificada por ter naquela localidade, uma capelinha
com uma virgem morena. N.S.a., de Guadalupe. (Gostaria de obter o livro
de Urbano Neto) que segundo informações, João
Dias Cardoso sogro de Pedro Homem da Costa fundaram a Cidade de Estância.
Diversos assuntos, inclusive este você encontra navegando em nossas
páginas.
Maiores detalhes vem ai o
livro Resgate da História de
Estância Jardim de Sergipe
de El Rei. (no prelo)
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