Capitães
da areia
(1937, romance)
Escrito na cidade de Estância, Sergipe, em março de 1937, no início
da ditadura do Estado Novo, e concluído em junho, a bordo do navio
Rakuyo Maru, no Pacífico, às costas da América do Sul, rumo ao México,
o romance foi lançado em 1ª edição em setembro de 1937. A 98ª,
1999, pela Editora Record, é a edição mais recente, com fixação de
texto por Paloma Jorge Amado e Pedro Costa. No exterior, além da edição
portuguesa, foram feitas traduções para o alemão, árabe, croata,
espanhol, francês, grego, húngaro, inglês, italiano, japonês, libanês,
norueguês, russo, tcheco e ucraniano.
Conta a história dos meninos-de-rua da Bahia, na década de 30.
Narrativa do amor de Dora e Pedro Bala. Peripécias do bando de menores
que perambula perigosamente pelas ruas e pelo cais de Salvador, cidade
"negra e religiosa", onde se projeta a personalidade da
ialorixá Aninha, mãe-de-santo do Ilê Axé Opô Afonjá. Dora morre,
doente, no trapiche enluarado. Pedro Bala é preso, foge, mete-se em
greves de estivadores, até que se converte em "militante proletário,
o camarada Pedro Bala".
Publicado logo em seguida à implantação do Estado Novo, regime
violentamente anticomunista, teve a sua primeira edição apreendida e
exemplares queimados em praça pública.
Adaptações: teatro (1958 e 2002), dança (1988, no Brasil e
na França, 1971, na Alemanha, e 1987, na Argentina), quadrinhos, cinema
(1971, EUA) e televisão (minissérie de 1989).
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