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Criador e Idealizador: Francisco de Assis O. da Cruz - 1997
Estância - Sergipe - Brasil  - - Hora Local

 
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PROJETO RESGATE DA HISTÓRIA DE 

ESTÂNCIA JARDIM DE SERGIPE DEL REI

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Por: Francisco de Assis O. da Cruz

JORGE AMADO RESIDIU  AQUI  EM ESTÂNCIA  

Amanhece, raia o sol a cidade se agita para ao meio dia, é hora de almoço o comercio fecha suas portas menos os bancos. Às duas horas a atividade volta ao normal até as seis horas.  A noite um bom filme estava passando nos dois cinemas da cidade, o São João  e o cinema de lá de baixo (Gonçalo Prado) caramba! vou para o qual? passo na casa de "Camões" e ai! vamos ao cinema? vamos respondeu ele vamos ver se a turma vai também. E lá se foi no cara e coroa fomos ver o Ultimo dos Vickings  com Kirk Douglas "Ator Judeu que adotou um nome que o consagrou",  Na saída o encontro da rapaziada era na extinta rodinha do Prefeito. Bom para quem não sabe, um dos melhores prefeitos que Estância já teve ao reformar a Praça Barão do Rio Branco, além de manter seus belos Jardins, colocou um banco redondo grande e no meio havia uma árvore plantada. A turma não deixou por menos apelidou logo da rodinha do Prefeito, este banco foi descoberto pela turma, porque uma outra "Turma Fefêdo, Luiz Padre e vários outros amantes do cor de rosa se reuniam lá." Por haver esta reunião, nós que nos reuníamos no calçadão da Catedral Diocesana do lado direito em frente ao Abrigo, trocávamos prosas, piadas, mentiras e ouvíamos cada história, foi aí que Aldo filho do Sr. Valdevino que era comerciante na Praça da Bandeira falava de Jorge Amado e suas peripécias na cidade, contava que ele antes de casar arrumou uma namorada aqui em Estância, não sei se era fofoca ou não o fato é que a gente ficava a ouvi-lo com seu peculiar bichinho do Ham! Ham! que tinha. Depois a turma ia para a Rodinha do Prefeito, para ouvir as aventuras da turma colorida e era altas risadas até o guarda da Prefeitura Sr. Edgar vinha pedir para a gente rir um pouco baixo. A energia da Chesf era desligada para a troca com a energia fornecida pelas turbinas da Sulgipe e a cidade ficava às escuras por pequeno período, e muitas das vezes um longo período. Era aí que que a turma acirrava os ânimos e grandes piadas principalmente do Camões rolava no centro. O Abrigo já havia fechado, pois já ultrapassava da meia noite e conversa vai conversa vem não sei o que tínhamos a turma colorida caia fora afirmando "um bando de moleques! Vige!"  e iam embora. Agora com o campo livre, o papo continuava onde ele morou? ele é parente do Sr. João Amado? de Elza Amado professora de Português do Graccho Cardoso?  Continuava o Aldo dizendo que foi aqui que Jorge Amado escreveu dois romances, não sei quais tem aqui grandes amigos o Sr. Américo Amado, não sei se é parente ou não o Sr. João Nascimento,  o Senhor Nhô Galo que afirmou que Jorge Amado colocou o nome dele em um romance que escreveu,  "Seu Nhô Galo, pai de Dona Cecé (Semírames Petitinga)? falou Camões!" é sim ... e o papo rolava até quando um abria a boca e contagiava os demais, isto sem contar quando os pais da gente ficava preocupado que não havíamos chegado e vinha nos procurar.  Caramba que tempos....

Jorge Amado (foto enviada p/e-mail por colaboradores)

Livro de Jorge Amado, escrito aqui em Estância - SergipeCapitães da areia
(1937, romance)

Escrito na cidade de Estância, Sergipe, em março de 1937, no início da ditadura do Estado Novo, e concluído em junho, a bordo do navio Rakuyo Maru, no Pacífico, às costas da América do Sul, rumo ao México, o romance foi lançado em 1ª edição em setembro de 1937. A 98ª, 1999, pela Editora Record, é a edição mais recente, com fixação de texto por Paloma Jorge Amado e Pedro Costa. No exterior, além da edição portuguesa, foram feitas traduções para o alemão, árabe, croata, espanhol, francês, grego, húngaro, inglês, italiano, japonês, libanês, norueguês, russo, tcheco e ucraniano.

Conta a história dos meninos-de-rua da Bahia, na década de 30. Narrativa do amor de Dora e Pedro Bala. Peripécias do bando de menores que perambula perigosamente pelas ruas e pelo cais de Salvador, cidade "negra e religiosa", onde se projeta a personalidade da ialorixá Aninha, mãe-de-santo do Ilê Axé Opô Afonjá. Dora morre, doente, no trapiche enluarado. Pedro Bala é preso, foge, mete-se em greves de estivadores, até que se converte em "militante proletário, o camarada Pedro Bala".

Publicado logo em seguida à implantação do Estado Novo, regime violentamente anticomunista, teve a sua primeira edição apreendida e exemplares queimados em praça pública.

Adaptações: teatro (1958 e 2002), dança (1988, no Brasil e na França, 1971, na Alemanha, e 1987, na Argentina), quadrinhos, cinema (1971, EUA) e televisão (minissérie de 1989).

Fonte:

http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT801863-1655,00.html

Há quem acredite mesmo que Jorge Amado nasceu em Estância pois o pai dele é Estanciano e que o mesmo não quis registrar aqui e foi para o interior da Bahia. Bom mas a verdade é que agora o Portal Resgate da História de Estância, ganhou um presentão:

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Projeto Resgate da História de Estância Jardim de Sergipe Del Rei

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