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PROJETO RESGATE DA HISTÓRIA DE 

ESTÂNCIA JARDIM DE SERGIPE DEL REI

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Curiosidades Históricas, em comparação com a Fundação de 
Estância Jardim de Sergipe Del Rei
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                                                                     Por: Francisco de Assis O. da Cruz

 Catolicismo 

Em 1553 os padres jesuítas vieram para o Brasil, com o sentido único de catequizar e ajudar a expandir a igreja em nosso pais, como também ensinar os filhos dos fidalgos e fazendeiros com escolas aqui fundadas. 
A Escravidão Indígena  De modo a inserir o índio no processo de colonização os portugueses recorreram a três métodos. O primeiro consistia na escravização pura e simples, na base da força, empregada normalmente pelos colonos. O outro criava um campesinato indígena por meio da aculturação e destribalização, praticadas primeiramente pelos jesuítas, e depois pelas demais ordens religiosas. O terceiro buscava a integração gradual do índio como trabalhador assalariado, medida adotada tanto por leigos como pelos religiosos. Durante todo o século XVI e início do XVII os portugueses aplicaram simultaneamente esses métodos. Naquele momento consideravam a mão-de-obra indígena indispensável aos negócios açucareiros. 

Em 1570, Portugal criou uma legislação para proibir a escravização indígena, o qual deixou suficientes brechas na lei para não extingui-la de vez, o que afetaria a produção açucareira e, conseqüentemente, reduziria seus lucros. 
Neste época a Igreja interferia muito no estado e quem predominava aqui eram os jesuítas que estavam catequizando os índios e pressionou a Coroa Portuguesa a inserir folga semanais para os índios, estava nascendo assim a primeira opção trabalhista. 

Estrada que liga Santa Luzia a Praia do Crasto, como no Império

(Atual estrada que liga Santa Luzia do Itanhy ao povoado Crasto)

Quem  sabe se a mesma rota terrestre era feita pelos exploradores franceses, espanhóis e portugueses?

É uma vista maravilhosa de um pedaço de mata atlântica ainda conservada, graças a Deus.

O período de 1540 até 1570 marcou o apogeu da escravidão indígena nos engenhos brasileiros, especialmente naqueles localizados em Pernambuco e na Bahia. Nessas capitanias os colonos conseguiam escravos índios roubando-os de tribos que os tinham aprisionado em suas guerras e, também, atacando as próprias tribos aliadas. Essas incursões às tribos, conhecidas como "saltos", foram consideradas ilegais, tanto pelos jesuítas como pela Coroa. Mas o interesse econômico falou mais alto e, dessa forma, fazia-se vista grossa às investidas. 

RIO REAL DA PRAIA ITANHY DOS NATURAIS

Uma das primeiras igrejas construidas pelos jesuitas terminadas em 1573  

 Voltando as atenções do  Governador    Geral   do  Brasil, estabelecido na cidade de Salvador,   Bahia de Todos os Santos. Em 1575, os fatos das contínuas lutas com os selvagens, foi organizada uma missão composta de padres para o fim de catequizar as tribos. O rio Real da Praia, Itanhy dos Naturais, foi o posto escolhido para o começo, uma vez que lá se ouviam os primeiros pedidos de paz dos selvagens combatidos pelos colonizadores de conta própria. Os padres começaram a sua obra em 5 de fevereiro de 1575.  Ainda  hoje na saída da cidade em direção a Praia do Crasto do lado direito, ainda se vê um Cruzeiro gigantesco como marco da colonização.  A localização da Igreja feita pelos jesuítas é de ponto estratégico já que de cima da igreja tem uma visão privilegiada.   Cremos que a localidade de Estância já existia. Já que existiam posseiros no local. Uma das diversas lendas é que os jesuítas esconderam um pequeno tesouro nas dependências da igreja. Certo dia acompanhando Padre Santiago até a Vila de Santa Luzia, ele dizia que havia um tesouro ou enterrado ou dentro da paredes da  igreja. E falou ainda que havia uma passagem por baixo da igreja que iria dar fora da Vila e uma falsa que dava para a praça. Dizia Padre Santiago que os jesuítas também ajudaram a construir uma capela no Crasto e que do alto da torre dava para ver os navios entrando pela barra do Mangue Seco que antigamente já pertenceu a Sergipe. 

Quem foi  Pedro Homem da Costa?

Segundo a hipótese de alguns pesquisadores, Estância deve ter surgido entre 1570 a 1580 com a suposta história do naufrágio do Pedro Homem da Costa e seu irmão, que milagrosamente salvou-se dos Tupinambás e teve sorte em casar com a filha do posseiro João Dias esta histórias ou estórias, sempre passou dos mais velhos para os mais novos, pois era esta a resposta que sempre obtinha. Embora que outros afirmavam que estas terras, isto é entre os Rios Piauí e Piauitinga, que lembro-me de uma inscrição embaixo da ponte do Bomfim  onde lia-se "rio piautianga ou pirapitinga" não sei se foi alguém que escreveu durante a construção ou alguém sabendo ou não a ler o colocou entre o a cabeceira e a primeira coluna da ponte. 

É bom lembrar que Portugal estava ainda sob a influência  Espanhola  "entonces" esta história de que "el hombre lhamado Pedro Homem da Costa" poderia ser  "tambien" espanhol e a respeito da imagem da virgem morena "o sea" Guadalupe embora que o nome dela já houvesse chegado até Roma de suas aparições e seus milagres, há quem diga que a imagem que o Pedro trouxe fora trocada pela de Guadalupe mesmo por um padre ao remodelar a capela ou igreja, atual catedral. Observamos o seguinte, segundo outras pessoas das quais conversava quando menino, o Pedro Homem da Costa era militar e veio com a comitiva de Cristóvão de Barros do Rio de Janeiro e ficou por aqui, devido o namoro com a filha de João Dias, que já era posseiro daqui, tinha terras desde a localidade chamada  pissareira até aqui na povoação Estância,  margeando o Rio Piauí.

 Ora segundo o outro lado da História, Pedro Homem da Costa era capitão e Português,  e veio com Cristóvão de Barros, quando o mesmo ganhou mais uma sesmaria, ou seja Sergipe para onde veio e fundou a cidade de São Cristóvão. E este fato se passou em 1590 .  (Segundo falavam,  a filha de João Dias é a matriarca da família que descendeu Graccho Cardoso.)  E que não trouxe nenhuma imagem de santo, a nossa Senhora de Guadalupe foi colocada antes do Monsenhor Victorino, segundo o Sr.João "aleijado" era assim que todos chamavam e ele se apresentava, era um caboclo falastrão e tinha também um neto chamado Francisco de Assis, o motivo de se cognominar como aleijado foi um acidente sofrido em um atoleiro onde caiu da carroça de boi carregada de lenha o qual colocava nas casas dos fregueses aqui em Estância, e a roda de madeira com aro de ferro passou por cima onde gerou infecção tendo que amputar a mesma. Creio que este papo se passou em 1966 por ai. Neste tempo pertencíamos a Salvador já que o Vice Rei  do Brasil estava dividido entre o Maranhão e Salvador. É como se tivesse dois estados, o do norte e o do sul. 

Abre-se a cortina do passado e desvenda o misterioso Pedro Homem da Costa  o Português

Agricultura em Sergipe 

O algodão e o fumo constituíram-se em importantes atividades agrícolas da economia colonial. Durante o século XVIII, o fumo ocupou o segundo lugar no comércio de exportação, vindo logo abaixo do açúcar. Produzido principalmente na Bahia e em Alagoas, o tabaco, junto com a cachaça e a rapadura, foi utilizado como produto de troca por negros na África. 

O Século XVI foi a época provável do inicio de escravos negros em plantações de cana de açúcar em Estância, que não era a única fonte de renda explorada, havia a criação de gado, plantações de algodão e fumo principalmente indo para o sertão Diferenciado pela Europa onde o Renascimento estava mudando a história. Enquanto na Europa o progresso vinha a todo vapor um tratado feito entre Portugal e os ingleses, nos impediu de acompanhar o progresso por este motivo estamos centos anos atrasados em relação aos Estados Unidos, descoberto  há dez anos mais cedo que o Brasil...

Existe boatos que o houve um pároco em Estância que durante a construção da igreja Matriz, trocou a imagem da santa trazida por Pedro Homem da Costa e colocou a imagem de N. Sa. de Guadalupe. ??? 

Segundo falam, a população de Estância era na sua maioria formada por negros alforriados, pois os antigos posseiros "ilegais"  quando recebiam a liberdade, ganhavam  um pedaço de terra e aqui ficavam residindo,  pois naquela ocasião só existiam dois cartórios, um em "Penedo Alagoas" que antigamente fazia parte da capitania de Pernambuco, hoje Alagoas  e aqui em Sergipe no Cartório de Santa Luzia. 

Cartas de Sesmarias

O festival de doações de terras aqui no Brasil eram negociadas com fidalgos e coroa, em troca de favores. No norte do país os Franceses já haviam se instalados em muitas capitanias, como  a da Bahia, Sergipe, Alagoas, no sul do Brasil também no Rio de Janeiro, registra a História que os franceses tanto no Rio de Janeiro, como na Bahia faziam amizades com os índios com facilidade, pois ao invés de maltrata-los, efetuavam trocas enfim diferentemente dos atos impostos pelos portugueses  que sesmeiros, queriam a toda força tomar conta de suas terras, e  com isto maltratavam os índios dificultando com isto suas posses. Cerca de 1566  o Capitão Cristóvão de Barros, chega ao Rio  de Janeiro, com sua armada no sentido de auxiliar na defesa da cidade de São Sebastião contra os franceses. 

 Entretanto no dia 12 de outubro do mesmo ano, é agraciado com uma carta de sesmaria  de uma faixa de terras com mais de quatro mil braças pela costa, e mais oito mil braças para dentro do então estado do Rio de Janeiro. (Braça uma das medidas agrária usada na época onde media cerca de um metro e sessenta) Ano seguinte também em outubro de 1567, foi novamente agraciado com mais terras também no Rio.  3º Capitão do Rio de Janeiro e seu 4º Governador Cristóvão de Barros  lutou contra os franceses. Fundador de Sergipe, onde chegou em 1590. 

Somente em Abril de 1640, Portugal voltou a dominar o Brasil. Foram 60 anos de atraso que tivemos (1580 para 81 até...   1640). 

Vocês  sabiam que a Capitania de Sergipe (Bahia) no principio terminava em São Cristóvão ? e tinha início perto de Salvador ?  e ainda por cima era cortada pelo Rio São Francisco pelo Sertão ?  NÃO ? ... pois é foi. 

                      Maiores detalhes vem ai o livro Resgate da História de

  Estância Jardim de Sergipe de El Rei. (no prelo)

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