Virgem Morena N.S. de Guadalupe Padroeira de Estancia Bandeira de Estancia Sergipe, Banner Estancia Jardim de Sergipe del Rei - Homenagem a Pedro Advincula da Cruz - Brasao do Estado de Sergipe - Um balão e um índio Bandeira do Estado de Sergipe Bandeira Brasileira dançando no vento
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  PROJETO RESGATE DA HISTÓRIA DE 

ESTÂNCIA JARDIM DE SERGIPE DEL REI

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DEPOIS  DA CAPITANIA DA BAHIA VEIO A  DE "Cirigi"  SERGIPE 
Um pouco de História

Nossas riquezas eram e ainda é cobiçada pelos estrangeiros, primeiro o Pau Brasil , o murici as pedras preciosas, e muito mais.       Os Franceses, já estavam aqui infiltrados entre os nossos índios que faziam negócios, com os mesmos, já o português gostava de impor   e como   não estavam acostumados  a serem  mandados se revoltavam e atacavam e, foi assim que nossa capitania demorou a ser também colonizada.              A Capitania de Sergipe D Èl Rey cujo o  último  mandatário chegou aqui em 1590, era o Cristóvão de Barros. Muitos ainda hoje pensam que o  nome Sergipe origina de algum nome  de uma das tribos predominantes, na época  os índios Serigy's e os Araripes, na época que comecei minhas investigações, perguntava aqui e ali, e era assombroso, quase ninguém sabia, ou então repassava erroneamente o que ouvira.     Divisão das Capitanias Hereditárias SECulos XVI e XVII Embora   que  aqui tenham   habitado  os  Tupinambás, Xingós,   kariris,   Patachós, Aramaris, Abacatiaras e Ramaris.   Com o passar do tempo, a dúvida  foi desaparecendo e, o esclarecimento das pessoas já não comentava o fato  como tribos e sim caciques. O nome na realidade veio de um crustáceo ou seja siri  e ou "i" onde muitos antropólogos e pesquisadores das línguas tupis, traduz como caminho do rio do siri  ou rio dos siri o fato é que o nome Sergipe é muito bonito. E que os nomes que antes afirmavam ser de tribos era nada mais nada menos dos caciques Araripe e Serigy.    A garimpagem de informações foi muito difícil, pois quando iniciei as minhas investigações tinha pouca idade, conhecia superficialmente como muitos, a História do Brasil, já sabia o porque do Renascimento no Século XVI, entretanto não sabia quase nada sobre meu torrão Sergipe, e minha cidade Estância Jardim de Sergipe Del Rei alguma coisa havia escrito das informações que D. Joaquina de Souza  nos ensinava.  Ora D. Joaquina tornou-se minha amiga, pois denomináva-se baiana de nascimento ou então pelo sotaque, mas sabia algumas coisas sobre Sergipe. 


Em 1860 D. Pedro II andou passeando em Sergipe.  Aracaju era uma cidade nova e fora construído um ancoradouro às pressas para a época e custou uma nota. Hoje conhecida como a  Ponte   do Imperador que de ponte não tem nada pois não Liga nada a coisa nenhuma. Em Estância, ficou hospedado na Casa que hoje pertence a família dos Carvalhos, e sua comitiva na casa hoje pertencente ao Sr. Barros. ambas as casas na Praça Barão do Rio Branco. Há uma verdadeira controvérsia do fato real,  vamos supor que cinqüenta por cento afirma ser a casa da Família Barros, outros entretanto,  dos Costa Carvalho, a bem da verdade é que o Imperador esteve aqui e ficou maravilhado com as flores da época   batizando nossa Estância  de Jardim de Sergipe Del Rei. 

Sergipe para quem não sabe faz Fronteira ao Norte com o estado de Alagoas, através a foz do Rio São Francisco, antigamente conhecido como o Rio da Unidade Nacional, e ao Sul e a oeste, divisamos com o Estado da Bahia e onde através do Rio Real tornou-se marco importante para a nossa História . Em se falando de Rios, eles tiveram uma grande valia na colonização do Estado de Sergipe, pois foi através deles que muita das nossos riquezas, falamos da fauna flora e produtos agrícolas como açúcar, algodão, fumo e frutas tiveram na sua maioria na época do Império e depois seu escoamento fluvial, através dos Rios Principiais, Cotinguiba, Rio Vaza Barris, e Rio Piauí que se encontra entre a Praia do Saco, Terra Caída em Sergipe com o Rio Real que vem pelo estado da Bahia também banhando a cidade de Indiaroba Sergipe. Já o Rio Vaza Barris tem sua foz no Mosqueiro, atualmente uma das Praias mais valorizadas em nosso estado. o Rio Contiguiba deságua no Rio Sergipe que divide Aracaju com a Ilha de Santa Luzia (Barra dos Coqueiros) onde está sua foz. Alem do escoamento da economia, muitas localidades ribeirinhas surgiram que influenciou muito o desbravamento e assentamento de diversas fazendas e usinas de cana de açúcar, localizadas em todo estado de Sergipe. Já que estamos na Zona Sul do Estado no Município de Santa Luzia do Itanhy onde tudo começou  (enfatizo o surgimento da cidade da Vila de Santa Luzia, outrora Vila de Santa Luzia do Itanhy do Rio Real,  primeira povoação  onde encontramos edificada uma Igreja erguida pelos Jesuítas data de 1575 ano do final de suas obras,  portanto mais velho do que  as existentes na cidade de São Cristóvão onde data a fundação da cidade no ano de 1590) voltando a Santa Luzia do Itanhy, tivemos em tempos áureos da exploração da Cana de Açúcar que foi uma das principais fontes econômicas de nosso estado por muito tempo,  a Usina Castelo, mais ao Sul a Priapú e Cedro. S. Felix. Voltemos no tempo.Vamos abrir o Baú.

Baú antigo

Curiosidades. -  Martin Afonso muito antes de nos tornamos capitania de Sergipe, já tinha dado uma passadinha por aqui. Além disso o Espanhol Garcia D´Ávila havia ganho uma imensa extensão de terras que ia de Salvador até o Maranhão pelo litoral, e Santa Luzia e Estância ficava dentro desta faixa. 
Ora Ora Ora, a Capitania de Sergipe e Bahia,  foi doada ao fidalgo português, Francisco Pereira Coutinho que foi um grande lutador, influenciado talvez por sua viagem nas incursões portuguesas nas Arábias. Coutinho, formou uma uma esquadra composta de navios armados em um total e sete naus, e com cerca de 280 a 300 homens com a finalidade de desbravar e realmente conquistar a terra doada pelo Rei. Um detalhe ele não veio direto para Sergipe, nova Capitania, ele foi até a cidade de São Salvador, precisamente na Bahia de Todos os Santos, se entender com Caramurú (Diogo Álvares Correia " Gente Fina") que dominava o Território, isto é o pedaço de terra doado, pertencia a Capitania da Bahia que tinha como território somente uma pequena faixa. E como era de costume lutar pela posse, não se entenderam, pois quanto maior o território, maior o poder, e houve luta armada, entretanto os patrícios se entenderam após discussão econômica com os índios de Caramuru, que  solicitou trégua e enviou recado ao Coutinho, que ao voltar de Porto Seguro, local onde ficou refugiado, não deu muita sorte e naufragou perto da ilha de Itaparica.
Sua tripulação não teve muita sorte, faziam parte do cardápio dos índios. (Convém registrar aqui que a maioria dos índios eram amigos de Caramurú, que também compactuava com alguns franceses). Acontece que os portugueses maltratavam os índios, forçavam a aceitar sua crença "católica" como também a trabalhos, e nossos nativos, estavam acostumados a pescar e a caçar não trabalhar. Porque temos citar o nome de Francisco Pereira Coutinho? todo relato histórico tem que haver um começo meio e a continuidade pois cada história acaba somente a época ela continua. Sergipe teve o seu primeiro mandatário,  não ligou muito, a Bahia tomou de volta, depois mais um mandatário e como sempre aqueles que perdem não querem deixar para trás o quinhão que perdeu não mesmo? houve luta armada, um levante aqui outro ali mas conseguimos nossa independência  da Bahia.
Ora a noticia correu e, seu filho como herdeiro o Manuel Pereira Coutinho, ao saber do ocorrido e informando-se ainda mais sobre as  diversas invasões e com os assentamentos de grandes fazendas, desistiu. Ora estes assentamentos eram praticamente ilegais, é como se fosse atual a posse, inváde-se  toma conta da terra  e torna-se dono  assim também a localidade de Estância também  foi sendo povoada mesmo depois de ter as terras doadas ao Capitão Pedro Homem da costa e João dias.  A Coroa de Portugal entretanto durante algum tempo não fez nada. Somente depois da explosão do Renascimento século XVI, que aconteceu na Europa, e o Brasil estava sob o domínio espanhol, dividido em dois governos, compreendendo o do Norte e do Sul . Foi recomeçado a colonização sendo nomeado Governador da província do Norte o Luiz Brito Almeida. ( Naquela época, Portugal e Espanha eram as potências mundiais e brigas, eram inevitáveis) Por outro lado nossa terra estava a mercês de diversos aventureiros, como a invasão francesa e holandesa. Tinham que tomar algumas providencias. 
Os Jesuítas tiveram papel fundamental também na colonização de Sergipe. Destacamos aqui a determinação do Padre Gaspar Lourenço que junto ao Governador Luiz Brito Almeida, cedeu a Garcia D’Ávila, (provável espanhol) famoso curraleiro do  recôncavo Bahiano, três léguas cerca de Dezoito quilômetros perto da barra do Rio Real onde fundou um povoado que pode ser o Município de Santa Luzia do Itanhy. (Na realidade a Barra do Rio Real encontra-se o Mangue Seco - Bahia, a praia do Saco, e do outro lado, Terra Caída e mais ao Nor Nordeste Mangue Seco, que depois de muito tempo tornou-se  território baiano era de Sergipe, mas segundo Felisbelo Freire, foi dado aos baianos como parte de pagamento, junto com sacas de açúcar saldando ajuda pela expulsão dos franceses de nosso território.) Desconhecemos a fundação do povoado Crasto, sendo o mais provável mesmo a localidade do povoado de Santa Luzia do Itanhy, já que a distância é curta serviu para aportar as mercadorias vinda pela Rio Real e Piauí pois vindo do Crasto pelo lado esquerdo antes de entrarmos em Santa Luzia, ainda hoje divizamos um cruzeiro gigantesco cujo original foi feito de Pau Brasil erguidos pelos Jesuítas. 
Era na época, o Governador da Capitania, Manuel Teles Barreto que administrava com uma junta Governativa. Ora Garcia não cumpriu as ordens recomendada que seria fazer o mesmo caminho que os antigos colonizadores, inclusive a catequese dos índios e sua proteção. Porem o crescimento da criação bovina que era fabulosa para época, e onde sua expansão já atingia grande proporções de currais aqui instaladas e as grandes fazendas. 
Neste ínterim morre o Governador da Capitania Manoel Teles Barreto (não temos data), assumindo em seu lugar, Cristóvão de Barros que havia ganho a Sesmaria de Guapimirim no Rio de Janeiro e depois pela sua bravura contra os franceses, ganhou também a Sesmaria de Sergipe onde  batalhou bastante no desbravamento  e na conquista de Sergipe. Em 1575, os jesuítas tentaram colonizar as terras sergipanas, mas apenas em 1590 após algumas lutas, os indígenas foram derrotados definitivamente por Cristóvão de Barros, fundador do forte e do arraial de São Cristóvão. Ora a política de assentamento, e catequização não surgiu muito efeito, embora o clero fosse contra a escravidão indígena, os Jesuítas, não obtiveram sucesso, pois os colonizadores e parte da milícia maltratavam  os índios. Recebendo a carta de Sesmaria que lhe outorgava a posse como mandatário da Capitania de Sergipe tomou conta Cristóvão de Barros, que em seguida  fundou a Cidade de São Cristóvão (sendo hoje a quarta cidade mais velha do Pais). Mesmo após seu incêndio e com a expulsão dos holandeses, (lembrando que quando a população soube da aproximação dos holandeses, incendiaram a cidade, sendo mais tarde restauradas pelos Holandeses que na época fizeram um cemitério, atualmente destruído por desinformação de um provável líder municipal, que dou o sítio a comunidade pobre, sendo hoje vista em algumas destas casas, restos de granitos e mármores servindo de soleiras, este é o nosso Sergipe ) 

São Cristóvão hoje ostenta um sítio Cultural do nosso Pais. com Seus Conventos, e diversas Igrejas e Casarões Coloniais, alem do seu Calçamento, pertencendo ao patrimônio cultural da nação. 
D. João VI, no dia 8 de julho de 1820, a concedeu a capitania de Sergipe, total autonomia.  Quando tornou-se capitania autônoma, desmembrada da Bahia gerou insatisfação pelos lado dos baianos, algumas revoltas e lutas armadas aconteceram, até pouco tempo as terras que fazem limite com o estado da Bahia entre Esplanada e Cristinápolis tinha sua jurisdição duvidosa . Sua economia então começou a tomar grandes proporções, as plantações de algodão passaram a ter importante papel na economia neste período como também a cana de açúcar e a criação de gados. 
Sergipe ficou independente da Bahia e teve como primeiro presidente o brigadeiro Carlos César Bulamarque. Em 1821, a Junta Governamental da Bahia mandou tropas que expulsaram o Presidente de Sergipe. O povo sergipano não se conformou, começando então, as revoltas em vários lugares, como Santo Amaro, Estância, São Cristóvão. 
Em 1855, a capital foi transferida de São Cristóvão para o arraial de Aracaju.(Aracaju naquela época ficava no alto da colina onde hoje tem a Igreja de Santo Antonio de Aracaju, tanto que o nome era Arraial Santo Antonio do Alto de Aracaju). 
Na segunda metade do Século XIX, Tobias Barreto e Sílvio Romero projetaram Sergipe no panorama cultural do país. Na vida política, porém, ocorreram revoltas causadas pela interferência do governo central.  Curiosidade: Sergipe já foi o maior produtor de côco do Brasil, mas sabe quem ganhava a fama ? a Bahia, pois o côco era conhecido como CÔCO DA BAHIA. 

Veja aqui  quanto território perdemos pagando para que expulsassem os holandeses de nossa terra, quase 18.000 km²  como forma de pagamento, pois nossa produção de açúcar não alcançava a meta estipulada pelo acordo com a Bahia que contratava espanhóis  e mercenários para lutar por nós. Perdemos inclusive uma das mais famosas praias do Brasil o Mangue Seco, onde muitos sergipanos se orgulham de ser nosso, e ainda encontrei livros dizendo que era município de Estância, bem que poderia se mas não é pertence a Bahia. 

Mapa da nossa Capitania  

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