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  PROJETO RESGATE DA HISTÓRIA DE 

ESTÂNCIA JARDIM DE SERGIPE DEL REI

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BRASIL IMPÉRIO

Brasão do Império Portugues

Não tiramos nada de ninguém. Será que  fomos agraciados?

    Para começar a escrever ou falar sobre Estância é bom relatar por onde tudo começou esta mistura de histórias do Brasil e Estância.     Afinal o  título sugere bairrismos, bom de certa forma sim. Existe ainda hoje uma brincadeira entre baianos e sergipanos herança do passado, que Sergipe é o quintal da Bahia, pois  a capitania da Bahia fora dividida e surgindo a de "Cirigi"  Sergipe. E as capitanias  de Pernambuco? a de Ilhéus? Porto Seguro?  não é mesmo?  

Refrescando  a Memória.  

Bom a Capitania da Bahia tinha  50 léguas de comprimento ou seja 300 km , o lote que começava ao sul da Capitania de Pernambuco que ia até São Cristóvão, depois foi expandida até a foz do Rio São Francisco extendía-se até a foz do Rio Jaguaripe na ponta sul da ilha de Itaparica, com terras férteis e relativamente próxima a terrinha  e era  muito bem conhecida pelos portugueses  e já se encontrava habitadas por um grupo de náufragos e mamelucos que eram liderados pelo lendário Caramuru  por ser muito astuto, famoso em suas espertezas  e ainda por cima conquistou a o xodó  de Paraguaçu,  facilitou sua  colonização das outras capitanias. Mesmo com alguns inimigos índios, já que alguns desaprovava  o relacionamento com a Paraguaçu. Sem citarmos os amigos franceses do Diogo Álvares o Caramuru, não  era bem visto pelos seus patrícios, por ser traiçoeiro.

Ora  Francisco Pereira Coutinho, o  verdadeiro donatário da Bahia, era filho de Afonso Pereira, Alcaide-mor da cidade de Santarém, que partiu muito jovem para a Índia na frota sob o comando do Marechal Fernando Coutinho em 1509 na desastrosa tomada de Calicute, e sob o comando de Afonso de Albuquerque tomou parte da conquista de Goa.

      E no ano de 1511 retornou a Lisboa de onde partiu novamente para a Índia em 1514 na frota de Cristóvão de Brito e que no seu regresso a Portugal a bordo da nau Nossa Senhora da Ajuda trouxe um elefante e um rinoceronte como presente para o rei, e no dia 5 de Abril de 1534 se tornou o segundo agraciado com lotes no Brasil, pois pelos   serviços prestado no Oriente  recebeu do rei os lotes da Capitania da Bahia e uma certa quantia em dinheiro para comprar artilharia e armar os navios e logo após ter recebido as doações, Francisco Pereira Coutinho vendeu tudo que possuía em Santarém e armou uma frota de sete navios e partiu em companhia de Diogo de Góis que havia sido nomeado pelo jovem  Rei Dom João III como Feitor e almoxarife da Capitania da Bahia, Diogo Luiz Moço da Câmara Real, Afonso Torres fidalgo espanhol e Lourenço de Figueiredo fidalgo espanhol que havia sido degredado para a Bahia, Jorge Figueiredo Mascarenhas, Vicente Dias fidalgo alentejano, Antão Gil Oficial da Câmara de Lisboa, Duarte de Lemos fidalgo da Casa de Trofa Lemos .    Quando Francisco Pereira Coutinho chegou a Bahia ele escolheu as encostas do Outeiro Grande para atracar pois era um local estratégico e bem guarnecido com fácil acesso a um ancoradouro natural e no topo de uma magnífica atalaia se desfrutava um amplo horizonte sobre o mar, onde vivia Caramuru e mais oito europeus que eram náufragos e desertores em numa aldeia junto com centenas de índios Tupinambá da tribo de Paraguaçu; Francisco Pereira Coutinho era sabedor dos freqüentes conflitos entre os indígenas do recôncavo baiano, por isto logo percebeu que a presença e os favores de Caramuru, seriam vitais para o sucesso de sua capitania, desta maneira o donatário Francisco Pereira Coutinho doou uma sesmaria com 400 varas de largo por 500 varas de comprimentos a Diogo Álvares, o Caramuru nas terras em que já eram ocupadas por Caramuru em sua aldeia, muito embora pudesse ajudar com mantimentos e intermediando sua relação com os nativos, Caramuru não era aliado de todos os Tupinambá que viviam em torno de recôncavo baiano. Para quem vai a Salvador, a sesmaria de Caramuru ficava no centro, onde ainda hoje podemos ver um forte perto da Praça Castro Alves.           E durante os primeiro dias na Bahia Francisco Pereira Coutinho e seus acompanhantes pernoitavam a bordo dos navios, ate que no final de Dezembro de 1536 os colonos começaram a construir o pequeno vilarejo com o auxilio dos Tupinambá aliados de Caramuru com cerca de quarenta casas de barro e pau-a-pique, e a sede da capitania foi erguida mais ao sul da ponta do padrão, já dentro da Baia de Todos os Santos, o povoado quando erguido ficou conhecido como Vila Velha ou Vila do Pereira; muito embora achasse a terra muito pacifica, o donatário, além de cercar a vila, mandou construir para sua defesa uma torre de dois andares e a guarneceu com quatro canhões, que no inicio permaneceram mudos, pois tudo corria bem na capitania, porém a paz e a prosperidade não permaneceu por muito tempo, devido aos choques de interesses dos habitantes da capitania especialmente o de Diogo Álvares e pela dificuldade de Francisco Pereira Coutinho em se adaptar as novas exigências de comedimento, boa vontade e espírito cordial e o fato dele Ter permitido que os colonos se instalassem em vários pontos da capitania ao invés de concentra-los em único lugar da costa, enfraqueceu a capacidade de resistência e a disciplina da colônia, e os atos de rapinagem e violência contra os silvícolas, contribuíram para que os Tupinambá perceberem que os portugueses eram diferentes dos franceses que vinha para a costas brasileira para negociar com eles, enquanto que os portugueses haviam chegado para ficar, e se apossarem de suas terras e estavam dispostos a lhe escravizar.
Em 1541 Francisco Pereira Coutinho doou duas sesmarias no recôncavo; sendo uma para o fidalgo João de Velosa no lugar chamado Esteiro de Pirajá e a outra para o castelhano Afonso de Torres que se localizava no Saco do Paripe, e que em associação com o donatário da capitania eles iniciaram a implantação da lavoura canavieira e instalaram seus engenhos. A divisão já havia começado. Afonso da Torres (castelhano)  era um poderoso armador em Lisboa e arrendatário do trafico de escravo da Ilha de São Tome para as Antilhas e necessitando de mão de obra para seu engenho, logo começou a incentivar as incursões escravagistas às aldeias Tupinambá espalhadas pelos recôncavo, com grandes violências extorsões e imoralidade. E o resultado de tais escândalos foi desastroso, pois os Tupinambás se uniram e, seus guerreiros atacaram e queimaram os engenhos e os canaviais, sitiaram e mataram muitos portugueses dentro da Vila do Pereira, estes conflitos duraram mais de cinco anos, e no auge da guerra com os Tupinambá os inimigos de Francisco Pereira Coutinho tramaram um engenhoso ardil para destitui-lo, com um golpe liderado pelo Padre de Missa João Bezerra, que anteriormente havia sido expulso da Vila Velha pelo donatário, ancorou em  Vila Velha as bordo de uma caravela cujos tripulantes garantiram estarem chegando de Portugal com um alvará régio no qual haviam falsificado a assinatura de Dom João III no qual destituíam Francisco Pereira Coutinho de suas imunidade e do cargo de donatário, e condenando-o a prisão, porém com a ajuda de alguns aliados, Francisco Pereira Coutinho conseguiu escapar do cárcere e se refugiar na Capitania de Ilhéus, e com efeito do episódio os Tupinambás conseguiram devastar Vila Velha e destruir a Torre do Pereira, de Ilhéus Francisco Pereira Coutinho partiu para a Capitania de Porto Seguro onde foi acolhido por Pero do Campo Tourinho até receber a visita de Caramuru que lhe alertara do plano dos franceses em obter recursos e pessoal para povoar a Capitania da Bahia, que se encontrava abandonada, poucas semanas após o retorno de Caramuru para a Capitania da Bahia, o velho donatário Francisco Pereira Coutinho decidiu voltar para os seus domínios e enfrentar a grave situação reinante, porem ao se aproximar do vilarejo arruinado, o navio que o transportava chocou-se contra o recife das Pinaúnas na ponta sul da Ilha de Itaparica, o donatário e a maior parte de seus acompanhantes se salvaram, porem acabaram prisioneiros dos Tupinambás que ao perceber que entre os prisioneiros estava Francisco Pereira Coutinho, os Tupinambá decidiram mata-lo. E no decorrer do tempo quase nada restava das capitanias estabelecidas na outrora pacifica Costa do Pau-brasil e não era menos precária, nem menos dramática a situação dos lotes que ficavam ao norte e ao sul daquela região, desde o fracasso da expedição de Aires da Cunha e da conquista do amazonas pelos espanhóis, os portugueses tinham virtualmente desistido de ocupar a Costa Leste-Oeste por outro lado na remota Costa do Ouro e da Prata, apenas São Vicente se mantinha relativamente ativa e dos doze Capitães do Brasil, apenas Duarte Coelho desfrutava de alguns sucesso em Pernambuco.
Em 1548, o Rei Dom João III escutou os apelos enviados do Brasil, o evidente fracasso das donatários e o crescente ameaças francesa, levaram o rei e os seus principais assessores a modificar o regime de Capitanias Hereditárias e a optar pelo estabelecimento de um Governo Geral, a decisão de estabelecer o Governo Geral o que não foi uma tarefa fácil, devido a profunda crise econômica que se abatera sobre a Europa e pela conjuntura política na Europa que não era favorável a Portugal pois Francisco I da França e o Rei Carlos V da Espanha assinaram o tratado de Crépy-en-Lannois pondo fim à longa guerra entre os dois reinos, desta forma o reino francês passou a dispor de mais recursos para financiar grandes expedições para o Brasil, e o reino espanhol pode dedicar mais atenção a expansão de seu Império Ultramarino na América, e na costa mediterrânea e no litoral ocidental de Marrocos, onde as fortalezas lusas viviam sob crescentes assédios dos xarifos da dinastia Sus, paradoxalmente foi esta complexa situação que fez recender o interesse da coroa pelo Brasil e que devido as circunstancias valia mais a pena investir dinheiro do Tesouro Régio na colônia sul americana do que em outras praças. Por isto em 17 de Dezembro de 1548 com a corte instalada em Almerim, o Rei Dom João III decretou a criação do Governo Geral e para o cargo de primeiro Governador Geral do Brasil foi escolhido o fidalgo. 

Tome de Souza que em 1 de Fevereiro de 1549 comandando uma frota de cem   navios em companhia de seiscentos degredados e duzentos colonos  zarpou  de Lisboa rumo a Capitania da que Bahia  havia sido adquirida dos herdeiros de   Francisco Pereira Coutinho. Manoel Pereira Coutinho que também não ligou muito para Sergipe tinha então Tome de Souza 29 anos, em sua companhia vieram também, os portugueses Pedro Homem da Costa, filho de Pedro Homem da Costa, roupeiro do Rei Dom João III, o pai de Cristóvão de Barros. 
 Todo este drama se passa com modificações que não entendemos o porque não nos ensinaram quando aprendemos a História do Brasil. Por exemplo o Brasil durante a narrativa acima, se achava sob influencia  da Espanha, o tratado das Tordesilhas tinha ido para as cucuias, nossas capitanias estavam divididas entre Portugal e Espanha.  Eram dívidas, brigas internas muitos vivaldinos, um querendo passar a perna no outro, pois é.  Portugal não estava lá em seus dias maravilhosos somente com a coragem de Dom João III com a vinda de Tome de Souza para cá é que a história tomou outro rumo, e que rumo. 

 

Resumo

Sergipe veio Sergipe foi, era um toma para cá e toma para lá e esta briga com a Bahia,  inclusive armada prolongou-se por alguns  anos.  Primeiro veio o trabalhão para expulsar os Holandeses que se estabeleceram em São Cristóvão,  depois  Veio a Sabinada, a Revolução Pernambucana  a influencia era enorme em nosso estado, Estância testemunhou tropas  de Camarão acampando por aqui,  as notícias eram assustadoras, pois quando aqui chegavam era chega  vamos logo, cuidado vamos nos armar. Foi aí que nos dançamos perdemos 18.000 Km quadrados das antigas terras que pertenciam a Diogo Quadros e Antonio Guedes, que inclusive onde hoje é Pedrinhas, Tobias Barreto, Cristinápolis, Arauá, Estancia, Indiaroba  pertenciam a um deles. Isto sem contar com as localidades que hoje são cidades do atual estado da Bahia. Este episódio passou-se durante a ocupação holandesa, onde Sergipe fez um acordo com a Bahia que contratou os mercenários (piratas espanhois) espanhois e portugueses para expulsar os holandeses de nossas terras, em troca da nossa produção de açucar  e foi penhorado nossa terra pela falta de pagamento. Mangue Seco já foi nosso, assim como Barracão e outras cidades conhecidas por nós isto é extendia-se até as margens oeste do Rio São Francisco.

Depois alguns companheiros do Antonio Conselheiro também também  influenciaram pois todos temiam que a briga se estendesse até aqui.  Nesta época  existia um Jornal  da terra de nome Rabudo (do jovem jornalista  Augusto Gomes)  que narrava os acontecimentos da cidade e descrevia inclusive movimento de Antonio Conselheiro. 

 

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